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Estilos de screenshot

Onze mundos para cartazes de loja de apps, cada um com sua luz, sua textura e um app inventado que mora lá dentro.

demo

Na vitrine de uma loja de aplicativos, cada imagem é um cartaz em miniatura. Cabe na ponta do polegar e tem menos de um segundo para dizer quem é.

Aqui são onze mundos. Cada um tem sua luz, sua textura, seu jeito de respirar, e um app inventado que mora lá dentro. Em cada mundo, três cartazes: a chegada, o gesto principal, a despedida. E o celular nunca entra do mesmo jeito. Ele é impresso, refletido, socado, fotografado, descolado, traçado a régua, girado, fotocopiado, aceso. Às vezes nasce da luz de uma persiana, às vezes de uma gota de tinta.

Seu aparelho pediu menos movimento. As cenas esperam paradas.

01 Thermal Receipt Minimal Tally

Papel térmico, tinta quase preta e um único azul de caneta. A folha sai da impressora aos solavancos, e o celular é impresso linha por linha até ser arrancado no serrilhado. Tally soma cada gasto como caixa registradora, e o código de barras queima barra por barra no pé do recibo.

02 Mirror Selfie Lifestyle Glow

Luz de penteadeira em pêssego, creme e um barro queimado de fim de tarde. O celular aparece primeiro no espelho, pequeno e desfocado, antes de estar ali de verdade; depois é pousado diante do próprio reflexo enquanto o foco se acerta. Glow é a rotina de pele de quem se arruma devagar, com lâmpadas que acordam fileira por fileira e o sol riscando a parede.

03 Bold Color Block Pop Punch

Blocos chapados de vermelho, limão, cobalto e tangerina, com sombra preta e dura. A cor desce como um golpe e o celular leva o soco: um gancho de baixo, um cruzado da direita, um lançamento que fica no ar e cai com tudo. Punch conta rounds, e o cronômetro bate a cada segundo.

04 Botanical Spa Calm Still

Sálvia, osso e argila, numa tarde atravessada por persianas. O celular nasce de dentro das faixas de luz, primeiro como listras, depois inteiro, e pousa no tempo de uma inspiração longa. Nada salta, nada tem pressa: os raminhos balançam pelo caule e Still respira em quatro, sete, oito.

05 Magazine Cover Editorial Atelier

Vinho, marfim e rosa-pó sobre papel com grão, como capa de revista de moda. Cada capa é um ensaio: as marcas de corte desenham o espaço vazio, o celular é pousado ali e o flash dispara no toque. Numa, ele vira como página; na última, chega de bruços e é revelado numa rajada de três cliques. Atelier é um guarda-roupa com olhar de editora.

06 Cute Sticker Planner Doodle Days

Papel quadriculado, lilás de uva, rosa-chiclete, manteiga e menta. O celular é um adesivo recortado: descola da cartela pelo canto, gira no ar, é colado com um tapa, e a fita washi passa por cima para prender. Doodle Days é a agenda de quem sublinha tudo com marca-texto e ganha estrelinha por lição feita.

07 Swiss Ultra Minimal Grid

Branco, preto e um único ponto vermelho. Doze colunas se desenham na folha, cada bloco para exatamente na sua marca, e o celular é traçado a régua, nunca voa: primeiro as linhas de construção, depois o contorno, depois a tela, coluna por coluna. Grid é uma lista de tarefas que acredita na ordem. O vermelho chega por último.

09 Y2K Chrome Holographic bff.fm

Cromo, rosa-geleia, lilás e azul-gelo sobre papel holográfico. O celular é um brinquedo de colecionador: entra girando como chaveiro e pousa balançando, abre com um peteleco como um flip, sobe num pedestal giratório e para como moeda. bff.fm é música ouvida junto com as amigas, com um coração de geleia no meio do disco.

10 Brutalist Riso Zine Zine Club

Papel de fotocópia, preto chapado e um rosa fluorescente que nunca acerta o registro. A copiadora passa sua barra de luz e o celular sai em duas demãos, primeiro o rosa, depois o preto, meio torto até encaixar; o recorte é preso com fita e leva carimbo. Zine Club é a agenda dos shows de porão, ingresso para uma pessoa só.

11 Zen Wabi-Sabi Ma

Papel washi, nanquim e o vermelhão de um carimbo. O ensō se pinta sozinho, e o celular se condensa da mesma tinta, seguindo o pincel, como uma mancha que seca e ganha forma. As palavras sobem do desfoque, o selo desce com peso, e Ma guarda um dia de cada vez, com espaço de sobra entre eles.

12 Neon Night Afterhours

Tijolo no escuro, ciano, violeta e o âmbar das garrafas contra a luz. O celular não se mexe: espera no balcão como silhueta até a borda estalar feito tubo de neon, e a tela se abre de um risco de luz, como televisão antiga. Cada letreiro pisca antes de firmar, e sempre sobra uma letra com pouco gás. Afterhours sabe onde a noite ainda está aberta.